Pousada Jatobá em Carmo do Rio Claro/MG

Esta é uma daquelas situações em que o pescador se surpreende com as inúmeras formas com que uma jornada de pesca pode ser tornar tão significativa a ponto de a falta de bons peixes em nada prejudicar a viagem.

Texto de Bome ©
Fotos de Bome, Mario e Mário Jr. ©

Por questões político-econômicas pouco assertivas, o formidável Lago de Furnas vinha sofrendo demasiado com o descaso das autoridades, de maneira que há muitos anos vem sempre com o nível muito baixo, resultando que a água reste sempre de menos qualidade quando se pensa na preservação das espécies que ali vivem.

Ademais, há descaso também por parte das autoridades sobre as ações danosas do uso desenfreado de redes, praticado por pescadores inescrupulosos, nem sempre legítimos profissionais registrados, que causam enorme prejuízo ao lago atuando como complementos aos demais motivos que reduzem o lago à condição de um bioma nos estertores de quem padece de mal incurável. Some-se a isso o grande prejuízo que vinham amargando, os empreendimentos do ramo turístico na região, já que a represa não tinha água.

Com isso houve drástica diminuição de peixes, sobretudo de tucunarés-azuis. Há cerca de três anos, justamente no estágio mais prejudicial deste processo, estive pescando na área de Carmo do Rio Claro (vide aqui: https://bomedianoblog.com/2021/12/20/azuis-em-carmo-do-rio-claro-mg/) e, como se pode ver na matéria, a jornada foi razoável para apenas uma tarde de pesca, mas não rendeu o esperado porque naquela época a represa estava ainda muito seca, em um dos níveis mais baixos de sua existência.

Agora, resultado de uma nova política de controle do nível do lago, chegou-se à cota máxima de segurança e, com isso o lago está muito bonito, com muitas estruturas submersas e já são dois períodos de reprodução em que a sobrevivência de alevinos foi facilitada, já que podem escolher onde se esconder para livrar-se de predação. Isso promete bastante para um futuro bem próximo se a nova política se manter, o que todos esperamos.

Recentemente um amigo (Carlos Dini, grande pescador) andou sacando bons peixes na região, muito embora nenhum daqueles de grande porte que costumavam aparecer por ali, mas efetivamente foram peixes de bom porte que proporcionaram muito boa jornada.

Animados pelo conluio destas circunstâncias favoráveis decidimos tentar uma jornada por lá. Lamentavelmente em razão da escassez de tempo, foram apenas dois dias de pesca, o que dificultou um pouco para encontrar peixes, já que a área alagada aumentou consideravelmente, espalhando os poucos peixes de porte que sobraram.

Todavia, apesar de várias capturas de peixes pequenos – o que é bom – acabamos encontrando alguns um pouco melhores, o que acabou valorizando a jornada, senão tanto quanto pretendíamos, ao menos pelo fato de conseguirmos sacar alguns peixes merecedores de fotos, como os que se podem ver logo abaixo, mesmo com tão pouco tempo de pesca.

Os peixes

No entanto, há inúmeros fatores que podem contribuir para melhorar uma jornada e, dentre eles destacam-se a gente do lugar, o potencial turístico e a estrutura de hospedagem, como se pode ver nas fotos que se seguem

O local

Esta cachoeira está localizada bem em frente à pousada, na outra margem do canal do lago onde fica o Rio Sapucaí
Esteve bem frio nos dois dias, sobretudo na parte da manhã. Além disso em partes do dia enfrentamos vento forte e insistente que seguramente ajudou a dificultar um bocado a localização de peixes
Esta outa cachoeira está também na margem em frente à pousada mais ou menos a 300 metros da outra, o que valoriza bastante a estadia por lá

A Pousada

Ficamos hospedados por dois dias na Pousada Jatobá, que fica num lugar privilegiado, no sopé de um grande promontório da chapada e bem à margem do lago. Então, acabou resultando em ótima jornada em razão da pousada, do atendimento proporcionado pelos donos quanto pelos funcionários e pela belíssima paisagem do lugar.

Lá há barcos sem motorização para aluguel e nós optamos por esta forma, levando o motor de popa e motor elétrico, mas eles também disponibilizam contatos de vários guias que prestam serviços na área, o que acaba sendo a melhor opção para quem não conhece o local.

Seguem algumas imagens da pousada e da paisagem que se pode avistar desde suas dependências.

São 12 quartos à disposição dos pescadores ou turistas
O restaurante fica è beira da piscina e do lago onde se podem pescar tilápias
Ali, na outra margem ficam as cachoeiras
Além da possibilidade de se pescar no lago, há também um tablado onde se pode pescar em ceva da própria pousada

Por fim, queremos deixar registrado nosso especial agradecimento à Cláudia e ao Anísio, que nos receberam tão bem, dedicando-nos dois dias de excelência em estadia e acolhimento ímpar. De mesmo modo, agradecemos também a Regina, Fernanda Carvalho, Fernanda Lopes, Gabriel e Odimar, todos muito atenciosos e educados.

Para mais detalhes da pousada acesse, no Instagram: https://www.instagram.com/explore/locations/117056596362669/Pousada%20Jatob%C3%A1/
Ou, para contato direto, utilize a comunicação via WathsApp: (35) 9985-5338

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12 comentários em “Pousada Jatobá em Carmo do Rio Claro/MG

  1. Gratificante Grande Bome, constatar o seu retorno as atividades, além de ressaltar as condições da marailhosa represa de furnas. Vamos acreditar que a recuperação da psicultura ocorra na mesma proporção da manutenção dos niveis e tbm. com a consequente diminuição dos maus que exploraram com artificios criminosos a fauna. Destaca-se a exuberante paisagem local, desejo sucesso aos da pousada e outros que fazem com muito esforço próprio tudo acontecer para o turismo local preservando o meio ambiente.abraços Bome!

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    1. Muito grato, Grande Roque! Por lá estão todos muito contentes com a nova política de nível da represa, que já vem se recuperando há dois anos, desde que criaram a tentativa de manter o mínimo da cota 762. A ver se não mudam isso. Forte abraço, meu amigo!

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  2. Sensacional, meu amigo! A mão continua “calibrada” na escrita e ainda mais nos arremessos e cliques! Belo registro! Que local bonito… Parabéns à dupla!

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