Montagem Carolina (Carolina-rig) para pesca de Black basses!

©Texto e fotos de Bome

Montagem Carolina (Carolina-rig)
Das mais antigas, esta montagem é bastante utilizada para explorar grandes áreas em situações de dificuldade em encontrar o peixe. Pode ser usada tanto em áreas profundas, como também em áreas mais rasas, mas de preferência limpas ou até mesmo onde haja menos estruturas, já que estas podem dificultar em razão das possibilidades de enroscar. Há muita gente que adota praticamente só esta montagem e, de fato, o Diabinho Verde parece gostar bastante.

Muito simples, o conceito básico desta montagem é ter um peso na extremidade da linha principal, contido por um girador e neste girador, um líder/pernada com um anzol apropriado para pesca com iscas macias.

O uso de girador limita o tamanho da pernada de forma fixa, mas ele pode ser dispensado quando se opte pelo uso de uma borrachinha limitadora (stoppers) em seu lugar, que permite movimentá-lo, para aproximá-lo ou afastá-lo da isca, conforme a necessidade do momento, conferindo alguma versatilidade na montagem. Esta última opção é a minha preferida e eu costumo ainda usar uma variação, onde o peso fica confinado entre duas borrachinhas, o que retira a liberdade da linha, mas é o preço a se pagar pela versatilidade alcançada.

Se for com girador, a distância deste até o anzol, ou seja, o tamanho da pernada, varia muito de pescador para pescador, variando também, de acordo com a situação. Geralmente vai de 0,40 cm a um metro. Todavia, há quem use ainda maior amplitude, mas via de regra fica no que acima vai descrito. Eu mesmo nunca usei com mais que 0,70 cm de comprimento. Obviamente que quanto mais longa a pernada, maior dificuldade se encontrará na hora do arremesso. Para áreas com alguma profundidade, sobretudo em redor de estruturas verticais como colunas de pontes, particularmente gosto muito de usar com a pernada bem curta, aí na casa dos 15 a 20 cm e é bastante produtivo, lançando bem rente às paredes das colunas e deixando afundar. De mesmo modo esta variação de pernada curta eu também costumo usar em paredões de terra vermelha, onde não haja muitas estruturas. Como eu uso o sistema de limitação por borrachinha, tenho o costume de variar bastante a distância entre peso e isca, mas nestes tipos de locais nunca uso mais que 20 cm.

O uso de stoppers de borracha facilita um bocado a fixação do peso. No mercado há vários modelos e marcas. A Lizard disponibiliza vários modelos a preço bem acessível

O peso também sofre variação, requerendo para mais, ou para menos, de acordo com a situação, podendo ser do tipo “bala”, “oliva” ou redondo. Podem ser usados pesos de 30 gramas para varrer locais de maior profundidade, numa variação mais pesada da montagem, mas ao menos comigo, nunca logra grande sucesso, embora resulte em alguma que outra captura, embora possa significar a única captura do dia. Geralmente, entre o peso e o girador usa-se também uma miçanga, que pode ser de cerâmica, vidro ou plástico. Isso é muito bom em situações de água muito turva ou de peixe inativo e pode ser determinante de sucesso em dia muito ruim de peixe.

Abaixo, na foto, a montagem tradicional, com um girador e peso livre na linha principal.

A foto abaixo mostra como é a montagem Carolina-rig no uso de duas borrachinhas limitadoras e com duas miçangas de plástico:

Perceba que há duas borrachinhas uma antes e outra depois do peso. O uso de duas borrachas permite a movimentação do peso na linha deixando-o confinado e fixo em um determinado ponto. Se o pescador quiser montar um Carolina mais longo, basta afastar o conjunto de peso e borrachinhas conforme o discernimento para a ocasião.

Convém destacar que com o uso de pesos acima de 7 gramas os stoppers não conseguem conter sua movimentação, o que pode ser resolvido colocando duas unidades de stoppers, mas mesmo assim demanda conferir a cada arremesso. Para eliminar este problema recomenda-se o uso do girador.

Quando se confina o peso entre duas borrachinhas, a linha não terá mobilidade, ou seja, não ficará livre no orifício do peso. O normal é usar a borrachinha colocada apenas entre o anzol e o peso como se fosse o girador. Se for um peso maior, melhor usar duas borrachinhas juntas entre o peso e o anzol para que este permaneça em seu lugar. Isso torna a isca mais leve e o peixe a abocanha, não percebendo o peso porque a linha estará livre em seu interior, ficando mais fácil enganá-lo, sobretudo em dias de peixe manhoso ou em locais de alta pressão de pesca.

Eu costumo usar um sistema um pouco diferente, com duas borrachinhas confinando o peso, como na foto acima (uma de cada lado do peso). Com isso resta claro que se acabará perdendo um pouco da naturalidade porque ao abocanhar a isca o peixe perceberá o peso e poderá recusar a isca. No entanto, há dois motivos para isso: primeiro porque a sensibilidade resta maior e segundo, como eu gosto de pescar modificando a montagem de Carolina para Texas, eu acabo usando mais como está na foto, já que a conversão de uma montagem para outra fica muito mais versátil.

Forma de trabalhar a montagem => O trabalho desta montagem consiste em vir arrastando bem lentamente o conjunto pelo fundo, onde o peso, primeiro, remove material depositado denunciando movimento, para depois a isca aparecer em seguida e fazer sua função. Durante o trabalho o pescador experimentará promover pequenos toques, bem sutis, de ponta de vara, de preferência com a ponta desta voltada mais ou menos a partir da altura da cintura para baixo em alguns momentos e um pouco mais alta em outros momentos, de sorte a favorecer, não só o movimento da isca, como também a percepção da batida do peixe. Se estiver com a vara na mão direita, faça o arrasto no sentido de ir levando a ponta da vara para a esquerda, sempre mantendo contato com o peso e a isca. Tais pequenos toques de ponta de vara promovem um ruído pelas miçangas. Por outro lado, é um tipo de montagem em que o pescador também pode movimentar a isca somente arrastando-a pelo fundo em velocidades variáveis sem dar os toques.

Aí está, então, mais uma montagem para que o pescador iniciante possa ir aprendendo aos poucos, a maravilhosa pesca de Black-basses.

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4 comentários em “Montagem Carolina (Carolina-rig) para pesca de Black basses!

  1. Bom dia! Sou apaixonado pela pesca de Bass e agradeço a sua explicação. Na oportunidade quero perguntar se o stoper que fica na frente do bullet não faz o Bass arrastar o peso e se em dias que ele está manhoso não possa soltar a isca antes da fisgada. Será que usando apenas um stoper não seria melhor? Deixando a isca livre na boca do peixe afinal a linha passa por dentro do bullet, com ela presa não fica mais próximo a montagem split shot? Abç muito obrigado.

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    1. Olá Amigão! Grato pela participação.
      Sim, com o peso confinado, fica mais fácil de o peixe percebê-lo, podendo resultar no fato de ele soltar a isca e eu até chamo à atenção para isso no texto. No entanto, eu prefiro com o peso confinado somente em razão de que com isso, posso modificar a montagem Florida para Carolina e vice-versa, conforme meu discernimento no momento. O fato de ficar mais fácil para o peixe soltar a isca por perceber o peso, é um problema que pode ser contornado, principalmente com treino e também com a eleição de material de melhor sensibilidade, o que permite ao pescador perceber o peixe imediatamente à sua investida, tendo tempo para agir antes que ele descarte a isca.
      Sobre a montagem Split-shot falaremos em outra matéria e ali, a grande diferença é a utilização de pesos bem menores, enquanto que no Carolina o peso pode variar bastante para mais e para menos.

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      1. Excelente! Amigo muito obrigado pelo retorno! Aproveito pra perguntar sobre locais para a prática da pesca do Bass em São Paulo nas modalidades embarcada e desembarcada! Obrigado.

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      2. Para pesca embarcada, ainda há verdinhos em Piracaia e também em Salesópolis, que é onde venho pescando. Lá o guia RIcardo anda atuando levando muita alegria para seus clientes. O contato dele no Instagram é @jow_tucunabass
        Na represa de Piracaia penso ser um pouco mais difícil a pesca desembarcada, mas em Salesópolis é possível em razão de que há uma estrada que margeia a represa por muitos quilômetros.
        Mas também agora há mais de um pesqueiro em São Paulo onde é possível pescar verdinhos. Um deles é o Fazenda Santa Helena, que vem fazendo bastante sucesso.

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