Montagem Down-shot (Down-shot-rig) para pesca de Black basses!

©Texto e fotos de Bome

Montagem Down shot (Down-shot-rig)

Também conhecido por Drop-shot, é um sistema de montagem muito utilizado praticamente em qualquer situação de pesca, sobretudo no inverno e quando se pesca a grandes profundidades, mas aplica-se mais em áreas abertas com menos situações de enrosco. Caracteriza-se por levar o peso na parte de baixo do conjunto e assim, este não interfere diretamente na isca, trazendo a vantagem de fazer com que o peixe demore mais a perceber a farsa.

A montagem consiste em agregar no final da linha principal, um peso tipo “gota”, “bala”, “esfera”, ou até mesmo “elíptico”, geralmente leve, de até 10 gramas, mas podendo passar bem disso em ocasiões especiais. Existem pesos específicos para tal fim, de maneira que apenas se encaixem na ponta da linha, sem a necessidade de nós.

O anzol pode ser do tipo Offset ou Offset na variação EWG, que esteja compatível com o tamanho da isca, atado mais acima, de maneira que fique com a ponta voltada para cima. Para conseguir isso, utiliza-se o nó Palomar . A ponta do anzol fica insertada na isca, igual quando se usa na montagem “Texas“, mas há uma variação em que a ponta do anzol pode ficar exposta, quando a denominação da montagem passa para “Under-shot“.

Perceba que nesta montagem o anzol é fixado mais acima de onde se fixa o peso. A distância entre o peso no final da linha e a isca mais acima, varia consideravelmente, de forma que o mais usual é que fique entre 30 cm e 50 cm, podendo sofrer variações tanto para menos quanto para mais. Na verdade, se ficar muito curta (menos de 15 cm) acaba perdendo a finalidade da montagem, que é manter a isca mais livre e leve. Ao contrário, se ficar muito longa pode até trazer alguma vantagem mas trará dificuldades para arremessar.

Esta montagem destaca-se pelo uso de iscas leves e pequenas. Por este mesmo motivo é considerada como integrante do conjunto de técnicas conhecidas também por “finesse“, palavra francesa para designar algo fino, sutil e delicado, exatamente como devem ser as iscas usadas no sistema.

Para melhor entendimento, seguem fotos mostrando materiais e iscas recomendados para a montagem. Abaixo de cada foto, uma breve descrição das formas de usar e suas variações.

Na montagem Down-shot, o peso vai na extremidade da linha principal, enquanto que o anzol vai fixado acima do peso em distância que pode variar bastante, mas geralmente fica entre 30 cm e 50 cm. Há pesos específicos para a montagem, que podem ser insertados ou trocados com facilidade, mas podem ser usados pesos comuns sem o menor problema. Na foto, um peso de engate rápido.

Na foto abaixo, as formas de se colocar o anzol.

Na parte de baixo da foto, a forma tradicional de iscar o anzol na montagem Down-shot. No entanto, a isca pode ser colocada também de maneira que a ponta do anzol reste para fora da isca, quando então a montagem recebe o nome de “Under-shot”. Por outro lado, é possível também pescar com a montagem da parte de cima da foto, iscando a isca pelo meio deixando a ponta do anzol exposta, quando então o nome da montagem passa a ser “Down-shot-wacky” por reunir detalhes da montagem “Down-shot” com detalhes da montagem “wacky”. No caso foi usado um anzol especial para a montagem “Wacky”.

Muitas vezes em que se lê ou assiste algo sobre a montagem Down-shot, sobrevém a recomendação do uso de iscas sem cauda, mas nada impede que se utilizem iscas com caudas e até mesmo criaturas na montagem. Eu costumo usar criaturas que conferem grande efetividade, sobretudo a famosa Tiny Brush da Zoom. Uma outra isca que muito me rende capturas nesta montagem é a famosa C-tail também da Zoom, que tem cauda e, nem por isso deixa de funcionar.

É uma montagem em que a fisgada é bem fácil. No caso da versão Under-shot, o grande trunfo da montagem é que quando ocorre de encaixar-se no padrão de capturas do dia, facilita bastante a fisgada porque o peixe praticamente se fisga sozinho, pelo que, é bastante recomendada para iniciantes, muito embora seja frequentemente utilizada por muitos pescadores consagrados de “Verdinhos“.

Forma de Trabalhar a Montagem

=> O trabalho consiste em arremessar e esperar que o conjunto afunde, mas não são raros os ataques enquanto afunda, razão pela qual o arremesso não pode ser de forma displicente, demandando atenção à linha para poder perceber se há algum movimento fora o de simplesmente afundar.

=> Se após o arremesso não houver ataque, há de se ter a necessária paciência para esperar que o peso toque o fundo, sobretudo quando se estiver no uso de peso leve. A regra aqui é não deixar a linha bambear a ponto de perder contato com a isca. Este contato permanente será a determinante para o sucesso.

=> Uma vez que a isca esteja no fundo, faz-se movimentos de recolhimento lento, com movimentos de pequenos saltos da isca dados por toques na ponta da vara. Para isso o pescador pode simplesmente recolher um pouco e aplicar os pequenos saltos, ou então, levantar a vara, trazendo a isca para si e, ao cair, dar os pequenos toques.

=> Uma outra forma de trabalhar, muito eficiente, por sinal, é deixando a isca onde caiu e puxando um pouco a “barriga” da linha, aplicam-se pequenos toques, muito sutis, sem no entanto, retirar o peso do local. Uma vez efetuado este trabalho sutil, recolhe-se um pouco e recomeçam os toques somente na isca, sem mexer o peso. Este trabalho é sempre o mais recomendável para esta montagem.

=> No entanto, nada impede que se aplique um trabalho de recolhimento contínuo, deixando a isca se arrastar simplesmente, sem dar toques, trazendo-a lentamente, pois afinal, depois de tentativas nas formas clássicas, há de se tentar de tudo.

A importância da vara nesta montagem.

Para pescar a Down-shot, recomenda-se o uso de varas de ação moderada para que tenham uma ação mais branda, justamente para proporcionar melhor trabalho da isca. No meu caso eu opto pelo uso de varas de 10 a 12 libras de ação moderada para lenta e preferencialmente de molinete. No entanto, podem ser usadas varas de carretilhas, sem o menor problema, dependendo apenas e tão somente do discernimento do pescador.

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