O Intrigante Caso do “Disco Voador”

O INTRIGANTE CASO DO “DISCO VOADOR”

Este “causo” faz parte de um acervo de textos para um livro escrito a quatro mãos com meu Grande e Saudoso Primo Fernando Corpa, que também integrou a Equipe Troféu Pesca. Embora pronto, o livro nunca foi publicado.

Bomediano

Um grupo de amigos resolveu pescar em Alfenas, Minas Gerais, às margens da represa. É um excelente ponto de pesca, onde ainda é possível a pesca de tabaranas, tão raras em algumas regiões do Estado de São Paulo. Como pretendiam acampar, escolheram dentre os locais em que era permitido, uma área limpa, de frente para o canal mais largo da represa, de onde somente se avistava de muito longe a outra margem. Uma vez montado o acampamento, partiram para a “luta” diária. Pescaram, mesmo sob uma fina chuva, até anoitecer, sem prestar muita atenção no que ocorria na outra margem.

Já de madrugada, um dos companheiros, um tanto assustado, chamou os demais acordando-os para juntos analisarem com ele uma intrigante luz que subia e descia lá longe, sobre a outra margem. Era uma noite muito escura e a luz parecia estar no céu, ora luzindo mais forte, ora luzindo mais fraca, fazendo suas evoluções num ritmo lento e constante sem alterações, de modo que todos acabaram por elegê-la como alienígena. O diabo da luz era mesmo muito esquisita: subia perpendicularmente à linha do horizonte; quando atingia uma certa altura, voltava descendo vagarosamente, até atingir provavelmente a linha da água, quando voltava a fazer tudo igualzinho novamente e com isso ia se posicionando cada vez mais à direita do campo de visão. Para intrigar ainda mais, isso perdurou durante a noite inteira e nossos amigos pescadores, vencidos pelo cansaço voltaram a dormir, mesmo porque, coragem para ir conferir de perto ninguém tinha. É bem verdade que vez por outra davam uma nova “conferida” para ver se o “bicho” continuava a luzir e, para espanto de todos ainda lá permanecia. Êita diabo de disco voador teimoso, aquele!

No dia seguinte, como nada mais conseguiam ver à luz do sol, resolveram ir até o suposto lugar onde o viram pela última vez para ver se conseguiam alguma prova daquilo que tanto os intrigara na noite anterior. Foram de voadeira e lá chegando, encontraram um sujeito sentado ao lado de um velho trator, preparando-se para fumar um cigarrinho de palha e a ele perguntaram se tinha visto alguma coisa de estranho na noite anterior, bem ali ou bem próximo dali, explicando que embora fosse estranho, poderia tratar-se de um disco voador.

O sujeito, muito calmo, enrolou o cigarro, deu uma vagarosa e úmida lambida para firmar bem a emenda na palha, e com um tipo bastante rudimentar de isqueiro artesanal, acendeu-o garbosamente, dando uma profunda e degustada tragada. Dirigindo, agora sim, seu olhar para os interlocutores, respondeu:

– Óia moço, esse trem di disco voadô eu num vi não. Posso inté jurá qui num vi, pruquê passei aqui a noite intera trabaiano cum esse tratô, arano essas terra, cum as luiz bem acesa prá num errá o linhamento sinão o patrão é bem capaiz di mi dá as conta.

Aquilo soou como uma martelada na cabeça de nossos pretendentes a contatos imediatos com discos voadores e meio sem graça, agradeceram ao sujeito que por sua vez, não entendia direito o que se passava, deitando a voadeira de volta à pescaria, jurando nunca mais deixarem levar-se apenas por uma mera impressão, sem antes verificarem as possibilidades concretas para a confirmação do que pensavam enxergar.

Embora também tivessem jurado nunca revelar o fato, acabaram por fazê-lo, já que atualmente muito se divertem ao recordarem o acontecido, mas cada um jura que não esteve no evento… rsssss

Moral da Estória: “Luz que sobe e luz que desce, se não for trator, só pode ser extraterrestre!”

PS. A estória é verídica. Tem, seguramente, quarenta anos! Não estive presente, mas os personagens são meus queridos irmãos e mais alguns amigos e primos que os acompanhavam na jornada de pesca. O local, é onde hoje está o camping em frente ao Restaurante Muzambo, na estrada entre Alfenas e Areado/MG.

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2 comentários em “O Intrigante Caso do “Disco Voador”

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